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OFF - Ex-Flamengo e Palmeiras vira artilheiro em meio a elefantes e budistas
OFF - Ex-Flamengo e Palmeiras vira artilheiro em meio a elefantes e budistas
  • 09:05

OFF - Ex-Flamengo e Palmeiras vira artilheiro em meio a elefantes e budistas

Jogador está na Tailândia

Diogo Luís Santo nunca foi um atacante goleador durante suas passagens por clubes como Flamengo, Palmeiras, Santos, Portuguesa e Olympiacos, da Grécia. Desde que chegou ao Buririm United, "novo rico" do futebol da Tailândia, ele se tornou um matador implacável e colocou sua equipe na liderança da liga nacional.

Em apenas 17 jogos, o jogador de 27 anos já fez 13 gols, tornando-se ídolo da torcida. Foram oito em nove partidas do Campeonato Tailandês (o brasileiro é o atual artilheiro da competição), além de quatro em seis duelos da AFC Champions League, a Liga dos Campeões da Ásia.

Uma ótima média de 0,76 gol/jogo.

Na última quarta-feira, por exemplo, ele fez um hat trick no 5 a 0 de seu time sobre o Guangzhou R&F, da China, pela Champions, chegando a uma série de cinco jogos seguidos balançando as redes adversárias.

Fazia tempo que Diogo não fazia três gols em um mesmo jogo, como o próprio atacante recorda.

"A última vez que isso tinha acontecido foi numa partida em 2007. Eu estava jogando pela Portuguesa na Série B, e fiz três gols em um jogo contra o Grêmio Barueri", recorda, em entrevista ao ESPN.com.br.

O atacante foi contratado pelo Buriram United, que é treinado pelo brasileiro Alexandre Gama, no começo do ano. Logo em seu primeiro jogo, já mostrou estrela e marcou o gol do título da Supercopa da Tailândia.

Cada vez gostando mais de morar na Ásia, ele se diverte diariamente com as diferenças culturais entre brasileiros e tailandeses. Antes dos jogos, por exemplo, tem que esperar no ônibus enquanto os colegas de time rezam.

"O budismo é a religião aqui, e sempre passamos nos templos antes das partidas para os companheiros rezarem. Só depois do ritual eles podem ir para o jogo. Os estrangeiros ficam no ônibus e os locais descem e vão rapidinho lá", conta.

Como tem um calendário apertado por conta das três competições simultâneras que seu time disputa, Diogo ainda não teve tempo de conhecer os famosos pontos turísticos da Tailândia, como o arquipélago de Ko Phi Phi e o Palácio de Ayuthaya.

No entanto, ficou impressionado com os combates de muay thai, um dos esportes mais populares do país, e também com a presença de elefantes nas ruas de Buriram.


DIVULGAÇÃO
Diogo é o artilheiro do Tailandês

"Estava na concentração com o [atacante brasileiro] Macena e resolvemos ir comer. Estávamos andando na rua, daí ouvi uns barulhos estranhos e falei: 'Pô, Macena, que espirro feio é esse, que barulho estranho?' Achei que ele tinha feito alguma coisa. Então olhei para trás e era um elefante na calçada do restaurante (risos)!", gargalha.

"Na hora, minha primeira reação foi dar um pulo gigante e sair correndo (risos). Então o treinador, que estava lá comendo, também falou que isso é normal. Eles deixam os elefantes lá como atração turística, para as pessoas tirarem fotos ou darem comida. Até tirei foto, mas não dei minha comida, não", brinca o brasileiro, também fã dos locais.

"O povo daqui é muito bacana, estão sempre felizes, nunca estão de cara amarrada, isso é impressionante. Estão sempre dispostos a te ajudar e eles adoram o futebol, principalmente os jogadores tailandeses", relata.


THANANUWAT SRIRASANT/GETTY IMAGES
Diogo em ação pelo Buriram

Diogo, porém, admite que recebeu com desconfiança a proposta do Buriram United, que chegou logo após o fim de sua passagem pelo Palmeiras. Afinal, nunca tinha ouvido falar do futebol no país asiático.

Cinco meses depois, porém, suas impressões são cada vez mais positivas.

"A proposta era financeiramente muito boa, mas não sabia como era o nível do futebol. Mas me surpreendi positivamente com o país e o nível do jogo. Eles estão investindo muito, e daqui alguns anos virão grandes jogadores para cá", garante.

Sem conseguir acompanhar o futebol brasileiro devido às 10 horas de fuso, o atacante sente saudades da comida do país natal, já que ainda não está lidando bem com as fortes pimentas tailandesas. No entanto, também já descobriu os prazeres da culinária local.

"A água de coco aqui é muito melhor do que no Brasil!", diverte-se.

Fonte: ESPN