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Entrou, marcou: 90% dos gols sofridos pelo Vasco são de dentro da área
Entrou, marcou: 90% dos gols sofridos pelo Vasco são de dentro da área
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Entrou, marcou: 90% dos gols sofridos pelo Vasco são de dentro da área

Com pior defesa do Brasileirão, 12 bolas na rede em sete rodadas, time carioca apresenta dificuldades na marcação, após setor ter sido destaque no título estadual

Não é só a falta de gols no ataque que explica a má fase do Vasco no Brasileirão. A insegurança do setor defensivo é uma das responsáveis pelo time de Doriva não ter vencido sequer um jogo e ser frequentador assíduo da zona do rebaixamento - terminou entre os quatro últimos em quatro das sete rodadas disputadas. Com 12 bolas na rede, a proteção da defesa, antes sinônimo de segurança, virou ponto fraco. É o que tem o pior desempenho da competição. E mostra um dado preocupante: 90% dos tentos foram feito de dentro da área.  

De campeões e donos de uma das zagas menos vazada no Carioca (O Gigante da Colina levou 14, e o Flamengo, com dois jogos a menos, dez), Luan e Rodrigo, os comandantes do setor, agora sofrem no Brasileiro. Os zagueiros atuaram em todas as partidas: não vazaram em duas delas e em outras três sofreram três gols. É verdade que houve mudança no gol (Martín Silva atuou em quatro duelos, depois deu lugar a Jordi e a Charles) e nas laterais (Christiano machucou e foi substituído por Julio Cesar na esquerda). Pouco para tamanho retrocesso.  

Os 12 gols sofridos

- 2 de bola parada (falta e pênalti)
- 10 de bola rolando (nove dentro, um fora da área)

Rodrigo, por exemplo, culpa a má fase. São quatro derrotas consecutivas. Até o Joinville, lanterna da competição, é melhor: levou 11 gols.

- Podemos jogar bem, mas um lance da equipe deles nos complica. Às vezes, o adversário dá um chute e marca - disse após o 3 a 1 adverso diante do Cruzeiro.  

Mas tem mais. Exemplo: apenas dois gols foram de bola parada. Dos outros dez, só um de fora da área. Os números indicam, portanto, a facilidade de o adversário se aproximar à meta vascaína. Os marcadores, normalmente, são facilmente envolvidos. Basta ver que o time é o último entre os 20 do torneio em desarmes (quando o marcador corta um passe, por exemplo, evitando a progressão do rival): são apenas 107.

Nem mesmo as mudanças de Doriva evitaram o pior. Na derrota para a Raposa, o treinador escalou três volantes. Não adiantou. Pior: os zagueiros Luan e Rodrigo se adiantaram pois os meias não conseguiam armar as jogadas. O que desarrumou o setor (veja no vídeo abaixo).  

- O título carioca foi importante, jogamos contra times de Série A. Mas o Brasileiro é diferente. A dificuldade é o campeonato mesmo - comentou Thalles ao explicar a necessidade de melhora do Cruz-Maltino.  

Em 19º com três pontos, o Vasco se prepara para enfrentar o Sport, sábado, no Recife. O rival é o terceiro colocado, com 15 pontos.

 

Fonte: GloboEsporte.com